sexta-feira, 25 de maio de 2012

Complexo de Messias/Deus - Parte 1

  
                     

  Seguindo a proposta de postagens e comentários sobre os possíveis "complexos" que podem afetar um ocultista, eu cito aqui mais um trecho desta "peça". 
Além do já citado por aqui "Complexo de Fausto", outro inconveniente que encontramos é o Complexo de Messias. Ocorre não muito raramente, e já vi inúmeros casos deste - enquanto o complexo de fausto tende a ser mais raro ou voltado a ocultistas mais experientes, este tende a afetar ocultistas desavisados ou mito maníacos. 


  O efeito é um tanto simples. Ele apenas diz ser um Deus ou o escolhido do mesmo. E passa a atribuir a si responsabilidades falsas, poderes absurdos ou capacidades fantásticas. Seja o "escolhido para libertar os outros da Matrix", o escolhido por Deus para retirar o "mal do mundo", o apadrinhado por um demônio ou reencarnação de um grande mago, eles estão se proliferando por toda parte.

  Ninguém é mais um mero estudante. Um principiante sedento por conhecimento. O ocultismo se torna um brinquedo na mão destes - sem saber que este brinquedo pode disparar em seus próprios pés. Temos casos clássicos desta forma específica e diferenciada de mitomania como INRI Cristo (que se diz nada menos que o profeta Jesus reencarnado), até outros menos clássicos (como um ser que chegou a mim dizendo que era "escolhido de Asmodey" - a mentira teve outros detalhes absurdos que não convém citar) e outro que agora diz a mim estar tão evoluído e iluminado quanto um Deus, capaz de literalmente qualquer coisa.

  O lado engraçado deste complexo é que quando confrontados com a verdade e a dura e fria realidade, todos eles dão desculpas esfarrapadas para não mostrar seus "poderes". Dizem que não precisam provar que não precisam de atenção... Mas tudo que eles necessitam é de atenção. E claro, são motivo de grande risada por parte de qualquer ocultista sério

  Mas isso tudo possui também um lado patológico. É quando a coisa perde a graça e fica realmente séria. O complexo deixa de ser uma mera mitomania e se torna uma forma de esquizofrenia aliada à megalomania. O sujeito, crendo plenamente em seus "poderes" e nos comandos dados pelas vozes em sua cabeça (que estão, neste caso, apenas em sua cabeça) começa a afrontar todos a sua volta, julgando-os inferiores a ele.
 

                                                                      continua...



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